País

República da África do Sul
Capital: Cidade do Cabo , Pretória


ÁFRICA DO SUL: UMA PERSPECTIVA HISTÓRICA

Quando as eleições de 1994 foram realizadas, nascia, naquele momento, uma nova África do Sul. Nelson Mandela, líder negro sul-africano que ficou preso por 27 anos ficou devido ao ideal de acabar com o apartheid, venceu a eleição. Três séculos de soberania dos brancos sobre a maoria negra da população finalmente chegavam ao fim.
Esse novo começo para o país chamado de “Rainbow Nation” - ou, como diz o Arcebispo Desmond Tutu, primeiro arcebispo negro sul-africano, “Rainbow Children of God” - significava, pela primeira vez, que todas as pessoas da África do Sul, independentemente da cor, credo ou sexo, eram iguais. Em 1997, uma constituição inédita garantiu ao povo esses direitos.
Os 300 anos de história sul-africana que precederam essa dramática reviravolta em direção à liberdade e à democracia explicam como tudo deu tão errado em um período de tempo tão longo. Colonizadores europeus brancos de três países lutaram entre si pelo direito de controlar um território vasto que, na opinião de cada um, pertencia a eles. Na mesma época, tribos negras fizeram o mesmo. E os colonizadores ainda travaram batalhas com as tribos que atravessam seu caminho. Foi nessa época que minas de ouro e diamante foram descobertas. Os negros foram trabalhar nas minas, enquanto os brancos ficavam mais ricos.
Para que a história não pareça confusa, é necessário que se fale sobre o papel social e político da África do Sul na História Antiga do mundo.


Antropologia

O que se sabe sobre o habitante mais antigo do território que mais tarde seria chamado de África do Sul vem de teorias de antropólogos, que o chamam de hominídeo, precursor de espécies mais evoluídas como o homo habilus, homo erectus e homo sapiens. Em 1947, fósseis de hominídeos de três milhões de anos de idade foram descobertos nas cavernas Sterkenfontein Caves, perto de Krugersdorf, a oeste de Joanesburgo.
O homem moderno apareceu no cenário há três mil anos. O povo africano Khoisan, que vivia na região norte de Botsuana, abriu mão da caça para criar gado, atividade que os outros africanos já estavam aprendendo. Eles chamavam a si mesmos de Khoikhoi, o significa homens dos homens, e se referiam aos que permaneceram caçadores como San. Não havia fronteiras naquela época e os dois grupos, Khoikhoi e San, povoaram as terras.


Colonização da Região do Cabo

Em 1652, quando a Companhia das Índias holandesa se instalou permanentemente na Cidade do Cabo, a colonização não estava em primeiro plano. O navegador português Bartolomeu Dias tinha dado a volta na região do Cabo e chegado a Mossel Bay em 1488, enquanto outro explorador português, Vasco da Gama, tinha descoberto a rota para a Índia, passando pelo Cabo, em 1497. Como a Cidade do Cabo era um porto conveniente para quem vinha e ia para o ocidente, os holandeses enviaram o comandante Jan van Riebeeck para o local, onde ele se desentendeu com os Khoikhois (chamados de Hottentots pelos holandeses). Ele declarou guerra ao povo Khoikhoi e aprisionou seus líderes em Robben Island, dando início ao período histórico de colonização. Mais tarde, van Riebeeck estabeleceu que os brancos eram os colonizadores, criando uma colônia de escravos, cuja maioria era de indonésios.
Os primeiros colonizadores brancos levavam suas vidas em pequenas fazendas na Cidade do Cabo, onde se alimentavam de carne e bebiam vinho. As colônias se espalharam pelas montanhas e chegaram rapidamente aos pastos secos do interior. Com isso, aconteceu uma mudança relacionada à percepção que cada grupo tinha de si mesmo: os colonizadores decidiram se diferenciar de seus irmãos da Holanda e se autodenominaram Boers (palavra que significa fazendeiros) ou Afrikaaners (africanos). As mortes começaram a acontecer quandos os “novos” colonizadores decidiram tomar o que bem entendessem, matando os adultos dos grupos Khoikhoi e fazendo de seus filhos serventes domésticos.
Em 1688, os Hughenots, um grupo de 220 protestantes franceses que tentavam escapar da perseguição religiosa, chegaram ao território e introduziram os conhecimentos para o cultivo da uva.


A chegada dos Britânicos

Quando os holandeses fecharam a Companhia das Índias em 1795, as forças inglesas tomaram o controle da região do Cabo. Os britânicos devolveram o poder aos holandeses no breve período de 1803 a 1806, mas depois resolveram tomá-lo novamente. Uma das primeiras iniciativas do governo foi atacar o povo Xhosa, que estava enraizado dentro das áreas dos colonizadores brancos.
Quando o coronel britânico John Graham seguiu as instruções de incitar “um grau apropriado de terror” no povoado Xhosa e expulsá-lo de lá, ele foi homenageado em 1812 com uma nova cidade, chamada de Grahamstown.


As Guerras do Século 19: Luta pelo Poder

Em 1819, para colocar seu selo na região, os britânicos enviaram 4 mil colonizadores, concedendo a eles terras conhecidas como Zuurveld, às margens do rio Great Fish. A vida era cruel e sem perspectivas. Para piorar a situação, eles tiveram que pagar impostos por seus privilégios, o que causou ressentimento em relação ao regime britânico na Cidade do Cabo - o que já havia acontecido com os Boers.
Os britânicos estavam mais interessados em desafiar o estilo de vida dos Boers. Uma série de ordens foi dada para destruí-los. O Decreto 50 de 1828 aboliu o trabalho forçado e a diferença de cor em relação às leis, abrindo o caminho para a abolição da escravidão em 1834.
Os Boers, como resposta, resolveram partir para as terras além do rio Orange, que ainda estavam fora do controle britânico. Esse êxodo em massa ficou conhecido como o Great Trek.
Enquanto isso, outro tipo de revolução estava acontecendo ao norte do rio Thukela, na área que hoje representa a província de KwaZulu-Natal: a tomada do poder pelo exército do reino de Zulu. O reinado de Shaka Zulu (de 1818 a 1828) foi marcado pelas manias do déspota que até hoje intriga os historiadores. Em 1828, Shaka foi assassinado por seu irmão Dingaan, que na época negociava terras com Piet Retief, líder dos imigrantes Boers, também chamados de Voortrekkers. Dingaan ordenou o assassinato de Retief.


A Batalha de Blood River

Os Boers uniram suas forças sob o comando de Andrius Pretorius, que mais tarde originou o nome da capital da África do Sul. Os Zulus foram vencidos na Batalha de Blood River, uma questão que até hoje toca o orgulho nacionalista dos Afrikaaners. Na década de 1930, os historiadores Afrikaaners reinterpretaram a batalha como um sinal divino de que os descendentes dos Voortrekkers eram pessoas enviadas por Deus que deveriam dominar a África do Sul.
Nessa mesma época, outra guerra foi travada entre os britânicos e os Xhosas, dessa vez na divisa leste do país. O conflito foi tão longo que ficou conhecido como a Guerra dos Cem Anos. Quatro guerras em fronteiras estouraram entre 1819 e 1853, tirando milhares de vidas e deixando a tribo Xhosa arrasada por muitas gerações.
Na colônia britânica de Natal, a segregação racial foi imposta e “reservas nativas” foram estabelecidas, na mesma época em que plantações enormes de cana-de-açúcar foram feitas. A solução para mão-de-obra foi transformar os indianos em escravos, adicionando mais um grupo étnico à turbulenta mistura que já existia na região.
Em 1867, a África do Sul ainda não era considerada uma nação. Quatro colônias regidas por brancos e vários reinos de negros co-existiam. O poder britânico era dominante, mas muitas colônias grandes conseguiram achar suas fontes de poder.


A Descoberta do Ouro e do Diamante

Dizem que em 1866, o jovem Erasmus Jacobs estava brincando na fazenda de seu pai, perto de Hopetown, quando achou uma linda pedra. Um vizinho quis comprá-la, mas a família não achou que a pedra tivesse valor e acabou dando-a, em vez de vendê-la. A linda pedra de Erasmus era o diamante “Eureka”, de 21,25 quilates, que causou a corrida do diamante em Kimberley. Três anos depois, o mesmo vizinho teve sorte novamente, mas dessa vez ele achou uma pedra maior, com 83,5 quilates, que mais tarde foi chamada de “Estrela da África do Sul”.
Os diamantes foram encontrados em fazendas da região. O processo de escavação deu origem ao Kimberly Big Hole. Mais de 50 mil pessoas vieram do mundo todo em busca da preciosidade. As condições de vida eram horríveis, mas toda vez que a área parecia estéril, alguém encontrava outra mina vulcânica cheia de diamantes.
A propriedade dos diamantes foi motivo de brigas litigiosas. Conhecidas como Grigualand West, as minas foram reivindicadas pelo povo Khoina, que há 70 anos habitava o local. Como as minas estavam nas fronteiras, os governos do estado de Orange Free, da República Sul-Africana e de Cape Colony também queriam uma parte da riqueza. Quando os britânicos chegaram em 1880 e simplesmente anexaram a área, todos discordaram.
Kimberley, considerada o centro da indústria de diamantes, foi dominada por nomes como Cecil Rhodes, Charles Rudd e Barney Barnato, que juntos trabalharam para criar um poderoso cartel, que mais tarde foi consolidado e deu origem à De Beers Consolidated Mines. Hoje, sob o comando do grupo Oppenheimers, a De Beers domina o mercado mundial de diamantes.


Ouro nas Colinas

A corrida do ouro começou em 1886, quando George Harrison descobriu a camada Main Reef, em Witatersrand. As fazendas das redondezas foram declaradas propriedade pública e uma nova cidade, Johanesburgo, foi criada na região.
Nessa época, o norte tinha assumido o controle da África do Sul, e várias guerras marcaram a luta pelo poder. Em 1979, os Zulus derrubaram as forças britânicas em Isandiwana. Os britânicos, para reagir, derrotaram os Zulus em Ulundi, que hoje é chamada de KwaZulu-Natal.
Quando o Transvaal teve sua república proclamada, estourou a guerra Anglo-Boer, de 1880 a 1881. A segunda guerra Anglo-Boer, que resultou na derrota dos Boers, aconteceu entre 1899 e 1902.


O Século 20

O território sul-africano foi completamente dominado e os Boers e os britânicos conseguiram se conciliar. Em 1910, A União da África do Sul foi proclamada. Durante o século 20, os Afrikaaners voltaram a dominar o país por um curto período, mas a história registra uma impressionante dificuldade político-social vivenciada pelos negros.
Os brancos começaram a se preocupar quando se depararam com a mudança demográfica dos negros: de pequena minoria nos centros urbanos na época da União, os negros passaram a ser maioria em todas as cidades principais por 40 anos. Os negros foram completamente privados dos seus direitos quando foram expulsos dos sindicatos políticos e comerciais. As leis chamadas de Pass Laws controlavam seu movimento, garantindo que os negros não saíssem das fazendas dos brancos. Graças ao conjunto de leis Land Acts, de 1913 e 1936, a maioria dos negros, que continuou vivendo em tribos, também foi proibida de comprar terras fora das reservas.
As eleições de 1943 e 1948 colocaram o Partido Nacional, composto de brancos, no poder. O partido controlou o país até as eleições de 1994.


Um Novo Mundo

Com as eleições de 1948, Hendrick Verwoerd e D.F. Malan criaram um mundo novo: o apartheid, ou “separação”. Esta posição política nacional trouxe muitas leis novas. Os negros foram forçados a se sentar em bancos públicos separados, usar entradas de prédios diferentes e ter seus próprios banheiros públicos. No ano seguinte, o decreto Mixed Marriages Act proibiu casamentos entre negros e brancos.
O decreto mais cruel de todos foi o Popular Registration Act, de 1950, que exigia registros de acordo com as classificações raciais. Os negros eram obrigados a carregar um passe permanentemente, impedindo-os de entrar nas cidades. Mais adiante, um grande número de negros foi enviado a áreas chamadas de townships - áreas de segregação racial e grande pobreza, que quanto mais longe dos olhos dos brancos, melhor.
Por 30 anos, o Partido Nacional batalhou para manter o sistema de apartheid, que pregava a censura aos meios de comunicação e a falta de liberdade de expressão. O índice de violência estava aumentando, bem como o número de protestos no país. A África do Sul se transformou em assunto de discussão internacional.


A Resistência Aumenta

A resistência contra o apartheid culminou nos anos 70, quando Steve Biko, um líder popular do Movimento da Consciência Negra, fez um discurso para estudantes negros e brancos, com a intenção de aumentar o orgulho negro e divulgar o movimento. Biko foi espancado até a morte em uma cela de prisão, mas deixou um legado muito maior do que esperava.
Outro momento horrível da história sul-africana aconteceu em 1976, quando crianças de um colégio em Soweto foram às ruas para protestar contra a imposição de que Afrikaans fosse seu idioma oficial. Centenas de crianças foram mortas por policiais que atiraram, e mais de 600 negros morreram por protestarem contra a chacina.
Nelson Mandela, que na época já estava há nove anos na prisão, tornou-se um herói do movimento, e o Arcebispo Desmond Tutu trabalhou incessantemente por uma solução pacífica. Nos anos 80, violência nas townships já havia se tornado comum. Em 1986, sanções internacionais foram impostas, causando grandes dificuldades econômicas ao país.
A estrada para a liberdade foi finalmente aberta em 1990, quando o presidente F.W. de Klerk fez um discurso significativo diante do parlamento, onde repudiou o apartheid e revogou leis que protegiam a discriminação racial.
O sinal mais simbólico de mudança permanente veio com a libertação de Nelson Mandela, em 1990. Mandela trabalhou com o presidente para mudar a cara do governo sul-africano. Em 1994, o Arcebispo Desmond Tutu liderou o processo de “Verdade e Reconciliação”, ajudando a fechar antigas feridas. No mesmo ano, foram realizadas as eleições diretas, um movimento emocionante que gerou quilômetros de filas de pessoas que queriam fazer a diferença. Nelson Mandela foi eleito, e após sua aposentadoria em 1999, seu vice-presidente, Thabo Mbeki, foi eleito para seguir os seus passos.


Terceira Eleição Democrática Em 2004

Em 14 de abril de 2004, o Congresso Nacional Africano (ANC) venceu a eleição com 69,68% dos votos. A data escolhida para a Terceira Eleição Democrática da África do Sul para eleger o presidente foi 27 de abril de 2004, para coincidir com a comemoração dos 10 Anos de Liberdade. Em seu discurso, o Presidente Mbeki prometeu solenemente lutar contra a miséria como a parte central do esforço nacional para construir uma nova África do Sul. Nestes dez anos, muitos progressos já foram feitos para melhorar as condições de vida de muita gente e este compromisso ainda continua.

As artes na África do Sul estão vivas e prosperando. Os primeiros artistas do país foram o povo San que decoravam suas cavernas com pinturas nas rochas e gravuras de animais.

Mais tarde, artistas como Pierneef e Thomas Baines adicionaram um toque europeu na arte da comunidade local, que resultou em uma
proposta de arte que é uma fusão de culturas e um produto mundial.

Pinturas nos vilarejos, esculturas, entalhes em madeira, cestarias, arte em miçangas e em arames e cerâmicas se tornaram populares no mundo todo.

Também, o cenário da música nacional está vivo e vibrante com sons distintos que abrangem desde o "Pennywhistle" e o "Kwaito" (Pop Africano) até o Soul, Jazz, Reggae e o Hip-hop.

No cenário dos palcos, a África do Sul teve o reconhecimento internacional resumido por grandes nomes como “Ipi Tombi”, “Umoja” e "African Footprint".

A indústria cinematográfica sul-africana está experimentando um crescimento e sucesso jamais vistos com filmes como “u-Carmen”, “eKhayelitsha”.


Arte e Cultura

A natureza heterogênea da população da África do Sul explica o crescimento da mistura de culturas, aspecto naturalmente manifestado nas línguas, artes e religiões.

Em todo o mundo, a língua é reconhecida como um dos direitos básicos de um indivíduo. Para atender a este requisito fundamental, a Constituição de 1993 da África do Sul apresenta 11 línguas, agora oficiais em nível nacional. São elas: Afrikaans, Inglês, isiNdebele, Sesotho sa Leboa (Sotho do Norte), Sesotho (Sotho do Sul), siSwati, Xitsonga, Setswana, Tshivenda, isXhosa e isiZulu.

Em 1994, o ministro de Artes e Cultura criou o Departamento de Artes, Cultura, Ciência e Tecnologia, colocando em prática as funções — previamente determinadas pelo Departamento de Funções Nacionais — no que se refere à ciência e tecnologia.

Em agosto daquele mesmo ano, o ministro formou um Grupo de Trabalho de Artes e Cultura (ACTAG), com o objetivo principal de tornar as artes acessíveis para todos os sul-africanos.


Festival de Artes Nacionais

Para os amantes da arte na África do Sul, o mês de julho tornou-se sinônimo de Festival de Artes Nacionais.

Anualmente, o festival é realizado durante alguns dias, no meio do inverno, em Grahamstown, no Eastern Cape. O evento cresceu através dos quadros político, social e cultural, tornando-se uma a importante influência de estilo nas artes e na cultura da África do Sul.



Teatro

Existem duas tradições teatrais estabelecidas na África do Sul: a africana — desenvolvida com o passar dos séculos — e a européia, introduzida na cultura da África há dois séculos e meio. Recentemente, uma nova tradição híbrida desenvolveu elementos contidos nas duas antigas.

O desenvolvimento das tradições contemporâneas tem sido influenciado pelas raízes européias. A nova tradição, no entanto, é ancorada na forma de desempenho da tradição africana, apresentando características com interessantes variações urbanas populares.



Música

Os últimos anos têm sido palco de transformações de grande projeção no mundo da música sul-africana.

Embora ainda exista uma clara polarização entre a música européia, de um lado, e a música étnica sul-africana, do outro lado, há sinais de que se inicia um processo mútuo de compreensão e aceitação.

A música que possui uma fusão dos dois estilos também ganhou popularidade. Esta nova e vibrante música é interpretada por grupos, tais como Soweto String Quartet, Ladysmith Black Mambazo, Mango Groove, Mandoza, Hugh Masekela e Mahotella Queens.


Dança

A dança sempre integrou o estilo de vida africano. Marca presença na caça, guerras, galanteios, casamentos, iniciação e trabalho.

As tradições estrangeiras também têm contribuído.

Durante as duas últimas décadas, o desenvolvimento da tradição de danças na África do Sul não pode ser separado da tradição de desempenho do teatro, com a mistura de melodias, movimentos e dança.

O protesto musical estabeleceu certos estilos de dança e técnicas de palco, chamados toyi-toyi (dança de luta pessoal), mapantsula (município de Jive), isicatamiya (uma tradição dos mineradores e dos homens de hotéis) e Zulu.


Artes Visuais

A história das belas-artes sul-africanas teve início na Idade da Pedra, quando os artistas decoravam as paredes de suas moradias com murais, pintando os temas do ambiente. Mais de três mil locais, contendo arte em pedra, foram descobertos na África do Sul.

Além dos artistas nativos, há os que utilizam estilos estrangeiros e contemporâneos de arte. As paisagens ainda são um tema importante para os artistas sul-africanos, mas a degradação ecológica do planeta tem feito com que alguns deles se concentrem, num primeiro momento, em certas questões ambientais.


Literatura

O amplo espectro lingüístico é uma das razões de ainda não ter sido escrita nenhuma história abrangente da África do Sul, traçando o desenvolvimento das diversas formas de literatura e interação.

No entanto, a variedade de trabalhos — que constitui toda a literatura dos últimos 300 anos — dificilmente pode ser ignorada, pois reflete a experiência da África do Sul como um todo.

As últimas três décadas têm visto um aumento no número das publicações sul-africanas, mas a herença oral continua influenciando a literatura escrita com sua visão de mundo. Escolha do assunto, temas, estrutura, estilo e dispositivos de caráter.


Filmes

Dois fatores atrapalharam o desenvolvimento da cultura cinematográfica na África do Sul.

O primeiro deles está ligado ao fato de a indústria cinematográfica sul-africana ter sido, por muito tempo, dependente dos produtos europeus e americanos. O segundo aspecto limitante é que — desde o início de um esquema subsidiário nos anos cinqüenta — os setores governamentais e de negócios manipularam a indústria de filmes na África do Sul.

No entanto, em 1994 foram estabelecidas uma Fundação de Televisão da África do Sul e uma Empresa de Filmes e Televisão, com o objetivo de ajudar os produtores de filme e televisão. A empresa é sustentada pelo governo e por companhias privadas e tem como meta ajudar a financiar a indústria e o desenvolvimento neste amplo contexto.


Arquitetura

A África do Sul possui uma variada herança arquitetônica, para a qual contribuíram todos os grupos culturais da história do país: abrigos simples e grama utilizados pelo Khoisan; os diferentes tipos de barro e cabanas de grama das pessoas rurais; as habitações planas dos antigos criadores de gado; casas com telhado, cabanas de taipas, substituídas, posteriormente, por tetos com estrutura de sapê com paredes brancas e colunas; a formidável arquitetura das cidades rurais; os estilos atrativos e funcionais de Malay Quarter na Cidade do Cabo; as casas de Cape Dutch e os altos edifícios construídos antes da Segunda Guerra Mundial.


Museus

A África do Sul está bem dotada com uma variedade de museus. Incluem-se nessa ampla lista a Galeria de Arte da África do Sul na Cidade do Cabo, o Museu do Apartheid em Johannesburg, o Museu Nacional de Literatura Inglesa em Grahamstown, o Monumento Afrikaanse Taal (museu de línguas) em Paarl e o Robben Island, onde o ex-presidente Nelson Mandela foi aprisionado por 27 anos. Como resultado da pesquisa histórica e exibições, os museus são a principal fonte de evidência material da história, cultura e herança da nação.


Vilarejos Culturais

Muitos turistas, quando visitam a África do Sul, estão ansiosos para explorar a diversidade cultural do país. Vários projetos no país todo oferecem um "insight" dentro da riqueza cultural sulafricana, que vai desde danças tradicionais e rituais nas áreas rurais, até excursões nas cidades e vilarejos culturais que deram à África do Sul sua característica especial.

 
Esporte

Os homens e as mulheres sul-africanos são bastante esportistas. Futebol é o esporte mais popular e outros esportes coletivos como o críquete, o rugby, o hockey e o netball são praticados em todo lugar na África do Sul.

Os sul-africanos se destacaram internacionalmente no golfe, futebol, natação, tênis, atletismo, surf, rugby e críquete.

O país possui centenas de campos de golfe, alguns deles com mais de um século de existência enquanto que outros são novíssimos, oferecendo aos praticantes, qualidade de classe mundial a preços bem acessíveis.

Existem locais excepcionais para caça, surf, mergulho, trilhas 4x4 e esportes de aventura também, como o bungee jumping mais alto do mundo, de 216 m, o famoso Bloukrans.

O país também é famoso pelas corridas de longa distância, como a Maratona Comrades, a Maratona Dois Oceanos e a corrida ciclística “The Argus Pick And Pay Cycle Tour”, que atraem milhares de participantes do mundo todo.

GEOGRAFIA

LOCALIZAÇÃO: área de 1 219 090 (472 359 milhas). Fronteiras com: Namíbia, Bostwana, Zimbabwe, Moçambique e Swaziland. O reino de Lesotho situa-se a sudeste do país em território sul africano.

ORLA MARÍTIMA: a costa é fechada e possui apenas algumas baías apropriadas para portos. A Baía Saldanha, a sudoeste, constitui o único porto natural, ao longo de aproximadamente 3000 km da linha costeira. A foz da maioria dos rios é inadequada para ser utilizada como porto.

SOL: o país está localizado na faixa sub-tropical de alta pressão, tornando-o quente e seco. A África do Sul é famosa pelo seu sol, menos freqüente nas estações chuvosas. Abril e maio são mais agradáveis, quando já não há chuvas. No verão a temperatura pode ser superior a 32ºC.

CHUVA: chuva média anual: 464 mm; média mundial 857 mm. Anualmente 65% da área do país com média inferior a 500 mm. A África do Sul é também periodicamente castigada por secas que muitas vezes terminam em grandes cheias.

AS NOVE PROVÍNCIAS: Nos termos da Constituição de 1993 (Lei 200, de 1993) a República da África do Sul ficou dividida em nove províncias, cada uma com sua legislatura, primeiro-ministro e ministros próprios.


AS CAPITAIS: A África do Sul possui 3 capitais: Executiva (Pretória), Legislativa (Cidade do Cabo) e Judiciária (Bloemfontein).

POVO: A África do Sul é conhecida como a "nação arco-íris, pela diversidade de raças.
Brancos (comunidade européia, principalmente holandeses e ingleses) 5.4m (12%)
Coloridos (mestiços) 3.8m (8,5%)
Asiáticos (chineses, indianos) 1.2m (2,5%)
Negros (grupos étnicos : Zulu, Sotho, Tswana, Xhosa, Tsonga, Swazi, Venda, Ndebele) 34.3m (77%)

Bibliografia:  http://africadosul.org.br/historia.html
Fonte: www.africadosul.org.br

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Sobre o País

Capital
Cidade do Cabo , Pretória
Governo
República
Idioma
Afrikaans,inglês,isixhosa,izizulu,sepedi,sesotho,setswana,siswati, tshivenda, xitsonga, isindebele
Data Nacional
27 de Abril - Dia da Libertação
Localização
África
Área
1.219.090 Km2
População
51.770.00 habitantes (em 2011)
Principal Atividade
Mineração, Indústria e Agropecuária
Principal Produto
Ouro, Diamantes
Moeda Corrente
Rand
Fuso Horário
+ 05 Horas / + 04 Horas (Horário de verão)
Organizações
ONU, OUA, Comunidade Britânica

Turismo

Cidade do Cabo , Pretória

Diplomatas

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Consulado

Consulado Geral da África do Sul em São Paulo
Cidade / UF
São Paulo/SP
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CEP
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Missão Brasileira

Cidade / País
PRETÓRIA/República da África do Sul
Código
007 / M-1
Telefone
(00**2712) 366-5200
Endereço
Hillcrest Office Park Woodpecker Place, 1st Floor 177 Dyer Road, Hillcrest Pretória, GA 0083 - P.O.Box: 3269 - Pretória – 0001 - SOUTH AFRICA
Cidade / País
Cabo/República da África do Sul
Código
007 / M-2
Telefone
(2721) 421-4040 / 41